• Inglesa que foi voluntária em Londres 2012 brilha no Mundial de Atletismo
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  • Guilherme
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    • Outubro 26, 2019, 23:09:29
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Em 2012, aos 14 anos, Dina Asher-Smith era uma das muitas voluntárias dos Jogos Olímpicos de Londres. Entre muito trabalho nas venues e tietagem a astros como Usain Bolt, a adolescente britânica sonhava crescer no atletismo, esporte que praticava desde a infância. Passados sete anos, o sonho se tornou realidade. Considerada a maior promessa do atletismo do Reino Unido, Dina foi campeã dos 200m e prata nos 100m no Mundial de Doha, quebrando um longo da tabu do seu país, que não tinha uma medalhista em uma prova de velocidade em nível global desde o bronze de Kathy Smallwood-Cook em Helsinque 1983.

Famosa na Grã-Bretanha antes mesmo de ganhar o mundo, a velocista natural de Londres espera que a sua história sirva para encorajar outras mulheres a seguirem carreira no esporte, em especial no atletismo.

- Jessica Ennis-Hill (campeã olímpica e mundial no heptatlo) e Christine Ohuruogu (campeã olímpica e mundial nos 400m rasos) foram duas atletas que me inspiraram a estar aqui. Agora eu espero ser a inspiração para muitas garotas novas que sonham seguir o caminho do atletismo. Quando uma vai trilhando o caminho de conquistas vai abrindo o caminho para outras. Quero mais mulheres britânicas no pódio - disse Dina.

Aos 23 anos, Dina Asher-Smith já pode ser considerada a maior velocista da história do Reino Unido. Seu primeiro Mundial foi em Moscou 2013, quando correu o revezamento 4x100m e levou o bronze. Em Pequim 2015, chegou à final dos 200m e terminou em quinto, mesma colocação obtida na Olimpíada do Rio. Em Londres 2017, Dina melhorou uma posição, ficando em quarto nos 200m, num prenúncio do que aconteceria no Mundial de Doha.

- Não penso que estou iniciando uma era de domínio nos 200m. Tenho que continuar o meu ciclo pensando sempre na próxima competição. Tive que trabalhar muito para chegar a esse momento e vou fazer de tudo para me manter aqui - destacou.

A carreira promissora alçou Dina ao status de estrela no Reino Unido antes mesmo de ser campeã mundial. Por conta do seu progresso no atletismo e da sua personalidade, a corredora já estampou diversas capas de revistas, tendo participado inclusive da Paris Fashion Week.

Apesar da fama, a velocista se mantém apegada aos mais próximos. Uma das suas primeiras declarações ao conquistar o ouro nos 200m em Doha foi dedicar o título ao treinador John Blackie.

- Estou com ele desde os meus oito anos de idade. Ele sempre acreditou em mim e tomou todos os cuidados para que eu evoluísse de uma forma correta, sendo paciente comigo o tempo todo. O John é um técnico dedicado, que trabalha com persistência e sabedoria. Espero que haja muito por vir ao lado dele ainda - comentou.

Sobre o futuro, a inglesa afirma que já virou a chave visando os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, quando buscará repetir o feito de Doha.

- Falta menos de um ano para Tóquio e agora voltamos as nossas atenções para a Olimpíada. Estamos em um ciclo contínuo e, quando termina um evento, você já passa a pensar no outro. É assim que eu quero escrever a minha história - finalizou.

https://globoesporte.globo.com/atletismo/noticia/nasce-uma-estrela-inglesa-que-foi-voluntaria-em-londres-2012-brilha-no-mundial-de-atletismo.ghtml