Lá estão a escada, a rampa, o corrimão. Diretamente das ruas para o pavilhão de exposições do Anhembi, tudo pronto para o início do Mundial de skate street. Após receber o Mundial de park, a outra modalidade olímpica do skate, São Paulo recebe de hoje até domingo a última etapa do ano da competição mais importante da modalidade street. A final da liga terá transmissão ao vivo do SporTV 3 no próximo domingo a partir das 14h.
Da capital paulista sairão os campeões mundiais de 2019. E a competição ainda é a que mais vale pontos no ranking olímpico (80 mil).Ou seja, quem mandar bem na pista montada dentro do Anhembi está com uma rodinha nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Hoje, o ranking mundial feminino é dominado pelas brasileiras. Pâmela Rosa é a líder, Rayssa Leal, a segunda, e Letícia Bufoni assumiu semana passada a terceira colocação da lista. Cada país pode classificar, no máximo, três skatistas para a Olimpíada. E quem deseja entrar nessa lista é Virgínia Fortes Águas, de apenas 13 anos.
- As meninas estão começando muito cedo por causa das Olimpiadas. Estão treinando mais, se dedicando mais, para conseguir alcançar um nível maior – diz Virgínia, nona melhor skatista do mundo e quarta melhor brasileira do ranking.
Os criadores da pista onde Virgínia e outra dezena de skatistas vai andar nesta semana são os mesmo que vão fazer a pista da Olimpíada de Tóquio 2020, a empresa americana California Skatepark. Neste tipo de evento mundial de street, o desenho da pista e dos obstáculos é sempre uma novidade para os competidores.
- A gente descobre a pista uns sete dias antes da competição, porque eles mandam para todo mundo por e-mail. Mas apenas o desenho, não tem foto da pista. A gente descobre mesmo quando a gente vem e olha – explicou o skatista Giovanni Vianna, de 18 anos, 11º do mundo, segundo melhor brasileiro do ranking mundial, atrás apenas de Kelvin Hoefler, quarto da lista.
Giovanni e outros skatistas puderam ver a pista pela primeira vez na última terça-feira, um dia depois dela ser montada.
- A pista é feita de forma que a gente consiga garantir o ineditismo dela e também a igualdade de condições para todos os competidores – afirmou Marcelo Hargreaves, diretor do evento.
E essa montagem da pista é uma das principais diferenças entre o street e o park, as duas modalidade do skate que estreiam nas Olimpíadas em Tóquio, no ano que vem.
- O street é um pouco mais democrático, porque ele reproduz aquilo que os skatistas encontram no cenário urbano, nas cidades do mundo inteiro. Street replica corrimão e escada para fazer manobras, a gente traz isso para o cenário competitivo. O park precisa de uma estrutura já construída para o skate – completou Hargreaves.
O skate brasileiro será representado por 30 atletas no Anhembi. Onze skatistas chegam entre os pré-classificados para as quartas de final por figurarem entre os 20 melhores do ranking mundial. Os demais 19 representantes do Brasil entraram via convite da World Skate (entidade que rege a modalidade mundialmente) ou indicação da Confederação Brasileira de Skate.
Os ingressos já estão à venda e praticamente esgotados para as finais (cerca de 8 mil lugares), masculina e feminina, de domingo.
Programação:
Quinta-feira (19)
10h às 11h30 – Classificatórias globais – feminino
13h30 às 16h45 – Classificatórias globais – masculino
Sexta-feira (20)
11h às 14h30 – Quartas de final – feminino
17h30 às 21h – Quartas de final – masculino
Sábado (21)
15h às 17h30 – Semifinal – feminino
18h30 às 21h – Semifinal – masculino
Domingo (22) - com transmissão do SporTV 3
14h às 15h30 – Final – feminino
16h30 às 18h – Final – masculino
https://globoesporte.globo.com/skate/noticia/com-pista-da-mesma-empresa-que-fara-a-de-toquio-2020-sp-recebe-mundial-de-skate-street.ghtml